segunda-feira: ÚLTIMO DIA COMO ESTAGIÁRIA/ULBRA.
é, demorou mas nosso dia chegou!
segunda-feira: ÚLTIMO DIA COMO ESTAGIÁRIA/ULBRA.
é, demorou mas nosso dia chegou!
eis que, depois de um turbulento início de final de semana, tudo termina em paz.
no sábado durante a madrugada o telefone tocou. obviamente não era um telefonema com boas notícias: meu irmão havia batido o carro. levantamos de soco, colocamos a primeira roupa que encontramos na frente, descabelados, e fomos buscá-lo no local do acidente. no fim, resumindo a história, fomos parar no hps de porto alegre, eu e ele na sala do buco, e o thiago aflito na entrada do hospital. uns muitos pontos na língua depois, casa.
imaginei que com todo esse stress o final de semana fosse ser carregado, mas felizmente chegamos mentalmente inteiros no domingo.
perdi o concurso de novo hamburgo, é verdade, mas não ouso reclamar.
a bruxa anda solta aqui perto de casa.
melhor deixar quieto.
eu não preciso de sofrimento.
só quero procurar em paz duas fotos antigas, no meio de um milhão de outras fotos.
agulha no palheiro cibernética.
foi muito bom rever a desmiolada da raquel e me certificar de que realmente ela não mudou nada. passou por uns bons perrengues em santa catarina, acredito que deva ter aprendido muitas coisas, mas as características dela que eu mais amo, a essência, continuam as mesmas de sempre. voltou com o selo de qualidade lunática intacto, felizmente. enquanto me contava, no velho bar de sempre, as aventuras desses últimos três meses, eu oscilava o tempo inteiro entro o riso fácil e a testa franzida de amiga preocupada. vontade de dar umas boas tundas naquela cabeça vazia, e em seguinda dar uns abraços doidos de coração quentinho e bem gordin. o thiago, coitado, no meio de duas loucas nem ousava falar nada, e quase como combinado, tinha as mesmas reações fisionômicas que eu. semana que vem ela nos abandona outra vez, pelo menos até o próximo ano letivo começar. vai terminar de curtir o retiro espiritual (ou seriam meses de exorcismo dos males porto alegrenses?) na praia, com muito sol, surfistas com cabelo parafinado, e histórias confusas, engraçadas, incertas, e que exigem coraaaaaaaagem, pra contar.
eu, que não gosto nem de programar um cinema para o final de semana porque não sei se vou estar afim, desta vez arrisco dizer que ano que vem promete.
já de arrancada terei minhas duas grandes amigas por perto novamente.
sabe aquela música que gruda na alma, mas que é de uma banda que não te representa em absolutamente nada?!
pois é.
no fim, até dedico para uns e outros por aí.
(brincadeirinha – sem graça – mas que a wendi riu, então tá valendo)
Às vezes eu realmente não me acho mau humorada.
Exceto quando recebo e-mails bem diretos do meu namorado.
Eis o da tarde de hoje:
De: thiago f. Enviada: quarta-feira, 4 de novembro de 2009 19:02:11 O mau humor pode deixar a inteligência mais afiada. Pelo menos é o que sugere um estudo recente publicado na revista científica Australasian Science. Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, o professor Joseph Forgas, a tristeza e o mau humor podem melhorar a capacidade de julgar diferentes fatos e também beneficiam a memória.O estudo foi baseado em testes que manipulavam o encorajamento dos participantes, usando filmes e lembranças, tanto as positivas quanto as negativas. De acordo com o cientista, o estado de ânimo positivo beneficia a criatividade, a flexibilidade e o senso de cooperação. Já o mau humor deixa a pessoa mais focada e atenciosa, além de facilitaro pensamento prudente, aumentando o processamento de informação no cérebro e também a capacidade de argumentação.
ps- minha colega de faculdade é super inteligente para questões práticas da área da saúde, técnicas de enfermagem, e tem visão das coisas. vai ser uma enfermeira nota 1000, sem a menor dúvida. mas eu morro, morro de rir quando ela, em busca de um linguajar mais encorpado, me fala algumas coisas que não existem no dicionário. agora mesmo ligou pra contar que fez umas coisas suuuper deliciosas pra levar amanhã para nosso última dia de uti, e que inclusive comprou pão com “piclous” pra gente comer. daí já mencionou que o nosso tcc está lindo e que não precisa “isminuciar” mais nada nele. (quaquaqua)
pra terminar tentou me convencer a entrar em uma academia com ela, depois que essa correria toda acabar. “vamos fazer bungee jump bia”, dizia toda empolgada enquando discretamente eu ria.
adooooooooro as minhas pequenas.
eu me programei – como uma das oradoras – para quando faltassem poucos meses para formatura, sentar e começar a escrever o discurso de despedida. então eis que olhando para o calendário, sentada na minha mesa no hospital, me dei conta de que o tal mês D chegou. comecei a tremer e roí todo o restinho das minhas unhas. são tantos compromissos de final de faculdade que minha cabeça anda muito perturbada e meu coração confuso demais para escrever sobre esses sentimentos todos que brigam dentro de mim. ontem na casa do pai do thiago até rolou o empréstimo de um livro que pode ser muito útil, mas que ainda não consegui sequer ler a primeira página. tudo vai dar certo, eu sei. mas a sensação de incerteza algumas vezes dá um nó na cabeça da gente. a única coisa engraçada – ao contrário das minhas colegas todas- que não me acontece de jeito nenhum é perder o sono. pelo menos meu corpo tem sido beeeem generoso comigo.